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Projeto ocupa cidades da Amazônia com oficinas gratuitas de grafite e murais urbanos

Bino Sousa, muralista que há 20 anos transforma muros de cidades da Amazônia em telas a céu aberto Divulgação Após mais de 20 anos transformando muros de ...

Projeto ocupa cidades da Amazônia com oficinas gratuitas de grafite e murais urbanos
Projeto ocupa cidades da Amazônia com oficinas gratuitas de grafite e murais urbanos (Foto: Reprodução)

Bino Sousa, muralista que há 20 anos transforma muros de cidades da Amazônia em telas a céu aberto Divulgação Após mais de 20 anos transformando muros de cidades do interior da Amazônia em grandes painéis a céu aberto, o artista visual e muralista Bino Sousa começa a circular por municípios do Pará e do Maranhão. Com o projeto "Linhas de Identidade", ele vai promover oficinas gratuitas de grafite e criar murais inspirados nas histórias, memórias e identidades das comunidades participantes. As inscrições estão abertas e as oficinas cmeçam nesta segunda-feira (8). A proposta do projeto é transformar as memórias e referências culturais de cada município em obras construídas coletivamente. Parteiras, pescadores, trabalhadores rurais, mestres da cultura popular e personagens anônimos que ajudam a construir a identidade das cidades podem se tornar inspiração para os murais criados ao longo da circulação. A primeira etapa será realizada em São Pedro da Água Branca, no Maranhão. Depois, o projeto seguirá para Miranda do Norte e, em seguida, para Marabá e Parauapebas, onde moradores, artistas e jovens serão convidados a participar das atividades e da construção das obras. Natural de Santa Inês, no Maranhão, e radicado em Marabá, Bino Sousa construiu sua trajetória artística por meio do muralismo e das intervenções urbanas. Ao longo de mais de duas décadas, transformou espaços públicos em telas a céu aberto, desenvolvendo trabalhos que dialogam com o cotidiano, a memória e os modos de vida das comunidades onde atua. Para o artista, a proposta do projeto é construir os murais a partir das próprias narrativas dos moradores. “A ideia é conhecer a cidade pela voz das pessoas que vivem nela. Entender quem são os artistas, os professores, os fazedores de cultura e os jovens que podem construir isso junto com a gente”, afirma. Além da criação dos murais, a programação reúne oficinas gratuitas de grafite e rodas de conversa. As atividades são voltadas para artistas locais, pintores e pessoas interessadas em arte urbana, com conteúdos que abordam técnicas de pintura mural, composição e processos criativos utilizados no muralismo contemporâneo. A iniciativa também busca identificar e fortalecer artistas que já produzem fora dos grandes centros culturais. Segundo Bino, muitas cidades possuem uma produção artística ativa, mas com pouco acesso a formação e oportunidades de circulação. “Tem muitos talentos nesses lugares, pessoas que já desenham, pintam e criam, mas que às vezes nunca tiveram acesso a uma formação ou incentivo. A ideia é justamente encontrar esses artistas, fortalecer quem já produz nas cidades e construir os murais junto com eles”, diz. As inscrições para as oficinas são gratuitas e podem ser feitas pela internet. Em cada município, as atividades antecedem a criação do mural urbano, que será desenvolvido a partir das histórias, referências culturais e elementos do cotidiano identificados durante o período de convivência com a comunidade. O projeto conta com Patrocínio Máster da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A iniciativa é realizada pela Pasquinia Cultural, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará