Por que a conta de luz deve subir no Pará? Veja o que explica o reajuste
Fatura de energia da Equatorial Pará Divulgação A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decide nesta terça-feira (4) se aprova o reajuste anual da ...
Fatura de energia da Equatorial Pará Divulgação A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decide nesta terça-feira (4) se aprova o reajuste anual da tarifa de energia da Equatorial Pará. A proposta em análise prevê aumento médio de 7,6% para os consumidores do estado, mas o percentual é resultado de uma série de fatores que vão além da distribuição de energia. A maior parte da conta de luz é formada por despesas que não dependem diretamente da distribuidora, como a compra de energia, o uso das linhas de transmissão e os encargos cobrados para financiar políticas do setor elétrico. Na metodologia da Aneel, esse conjunto de custos é chamado de Parcela A e representa cerca de 61% do valor da tarifa. Foram justamente esses gastos que mais pressionaram o reajuste deste ano. Segundo a agência, a compra de energia foi o item que mais contribuiu para o aumento, seguida pelos encargos setoriais e pelos custos de transmissão. Já os custos ligados à operação da distribuidora, como manutenção da rede, atendimento aos consumidores e demais despesas para prestar o serviço, fazem parte da chamada Parcela B, que corresponde a cerca de 39% da tarifa. Neste ano, esses custos ajudaram a reduzir parte do reajuste, amortecendo o índice final. LEIA TAMBÉM: Conta de luz no Pará pode subir 7,60% a partir de sexta, 7, afirma Dieese-PA ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Por que o reajuste não foi maior? De acordo com os documentos da Aneel, a alta média poderia passar de 13%. O percentual foi reduzido após a inclusão antecipada de R$ 500 milhões provenientes de recursos de Uso do Bem Público (UBP), utilizados para amortecer o impacto nas tarifas. Com isso, a proposta caiu para 7,6%. O que muda para o consumidor? Se o reajuste for aprovado pela diretoria da Aneel, os consumidores residenciais, enquadrados no grupo de baixa tensão, terão aumento médio de 7,4% na conta de luz. Para os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, a alta prevista é de 8,42%. As novas tarifas passam a valer a partir de sexta-feira (7). Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), o reajuste deve pressionar o custo de vida no estado. Além do impacto direto na conta de luz, a energia é um insumo utilizado por supermercados, padarias, comércios e indústrias, o que pode resultar em repasses para os preços de produtos e serviços. Em nota, a Equatorial Pará informou que a definição das tarifas é de responsabilidade exclusiva da Aneel e que aguarda a decisão da agência para aplicar os índices que forem homologados. Agora no g1 Leia mais notícias do estado no g1 Pará