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Médico, PM e outras duas pessoas são presos suspeitos de envolvimento na morte de empresário em Castanhal

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Médico, PM e outras duas pessoas são presos suspeitos de envolvimento na morte de empresário em Castanhal
Médico, PM e outras duas pessoas são presos suspeitos de envolvimento na morte de empresário em Castanhal (Foto: Reprodução)

Quatro suspeitos de matar empresário são presos em operação em Castanhal, no Pará Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta terça-feira (18) durante a Operação Veritas, que investiga a morte do empresário Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira, de 25 anos, em Castanhal, região metropolitana de Belém. Os mandados foram cumpridos em Ananindeua, Bragança e Concórdia do Pará. A Polícia Civil informou que os quatro investigados tiveram participação coordenada no crime, com funções que incluíam preparação, monitoramento, apoio logístico e execução do homicídio. Segundo a investigação, entre os presos está um médico apontado pela polícia como mandante do crime, um policial militar, suspeito de efetuar os disparos. Uma mulher, apontada como responsável pelo levantamento do local do crime e outro homem suspeito de dar suporte logístico à ação. O crime ocorreu na noite de 11 de janeiro de 2026, por volta das 19h38, em frente ao estabelecimento comercial onde Cairo trabalhava, na Rua Comandante Francisco Assis, no centro de Castanhal. O empresário havia fechado a loja e estava dentro do carro, mexendo no celular, quando dois homens chegaram de motocicleta. O passageiro desceu do veículo e foi em direção ao carro da vítima. Em seguida, efetuou vários disparos. Cairo morreu ainda no local. ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Empresário é assassinado a tiros em Castanhal g1 Investigação A Polícia Civil afirma que chegou aos suspeitos após analisar imagens de câmeras de segurança, dados extraídos do celular da vítima, informações sobre veículos e deslocamentos, além de ouvir testemunhas e realizar levantamentos de campo. Também foram produzidos laudos de reconhecimento facial e de perícia prosopográfica, que contribuíram para a identificação dos investigados. Ainda segundo a investigação, Joaquim Henrique teria contratado Sinta para fazer o levantamento do local onde o crime seria cometido. Paulo Victor teria dado suporte logístico, pilotando a motocicleta usada na ação. Já o policial militar Felipe Pessoa é apontado como o responsável pelos disparos. As investigações também identificaram um imóvel que teria sido utilizado como ponto de apoio e preparação para o crime e permitiram, segundo a polícia, reconstruir os deslocamentos dos suspeitos antes e depois do homicídio. Motivação De acordo com a Polícia Civil , a investigação aponta, em tese, uma possível motivação relacionada a conflitos anteriores entre a vítima e o médico. Apesar das prisões, a polícia mantém sigilo sobre detalhes da motivação. As investigações continuam e não está descartada a participação de outras pessoas no homicídio. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Castanhal, após representação da Polícia Civil. A Operação Veritas foi realizada pela Delegacia de Homicídios de Castanhal, com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Castanhal, Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Delegacia do Jaderlândia, 12ª Seccional Urbana de Castanhal e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). A Polícia Civil informou que as diligências continuam para esclarecer completamente as circunstâncias do crime e responsabilizar os envolvidos.