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Indígenas fecham BR-222 e ocupam prédio de saúde em Marabá após obra parar há mais de 1 ano

Indígenas fecham BR-222 e ocupam prédio de saúde em Marabá após obra parar há mais de 1 ano TV Liberal Indígenas das etnias Gavião e Xikrin bloquearam a...

Indígenas fecham BR-222 e ocupam prédio de saúde em Marabá após obra parar há mais de 1 ano
Indígenas fecham BR-222 e ocupam prédio de saúde em Marabá após obra parar há mais de 1 ano (Foto: Reprodução)

Indígenas fecham BR-222 e ocupam prédio de saúde em Marabá após obra parar há mais de 1 ano TV Liberal Indígenas das etnias Gavião e Xikrin bloquearam a BR-222 e ocuparam o prédio da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), em Marabá, no sudeste do Pará, nesta quarta-feira (22). O protesto cobrou a retomada das obras da unidade, paralisadas há mais de um ano. A interdição ocorreu no trecho da rodovia que liga Marabá a Bom Jesus do Tocantins e causou fila de veículos. Ao mesmo tempo, outro grupo ocupou o prédio da Casai na cidade. A mobilização também se estendeu a Brasília, onde uma comitiva indígena esteve no Ministério da Saúde. Segundo as lideranças, a obra da Casai começou em 2024, mas está parada desde o início de 2025. O espaço deveria oferecer atendimentos médicos, odontológicos, vacinação e alojamento para famílias de pelo menos 14 comunidades indígenas da região. Sem a estrutura, os atendimentos são realizados atualmente em um hotel, considerado inadequado pelos indígenas por não atender às necessidades culturais dos povos. Dentro do prédio da Casai, móveis e equipamentos seguem abandonados, sem uso. Além da retomada da obra, os manifestantes também cobram mudanças na logística da saúde indígena. Hoje, o atendimento da região é coordenado por um distrito sanitário com sede em Belém, a mais de 500 quilômetros de distância. A BR-222 e o prédio da Casai foram desocupados por volta das 16h, após a sinalização de que uma assessora do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deve receber a comissão indígena em Brasília nesta quinta-feira (23). As lideranças afirmaram que, caso não haja avanço, novas mobilizações podem ocorrer. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará