Casa Dourada recebe encontro de música, cinema e cultura amazônica com Negritudes Globo e Psica
Gang do Eletro, Mestre Dimmi e Carimbó Sensacional: pré-motins traz um drops da diversidade sonora da Amazônia Psica Shows gratuitos da Gang do Eletro, Morae...
Gang do Eletro, Mestre Dimmi e Carimbó Sensacional: pré-motins traz um drops da diversidade sonora da Amazônia Psica Shows gratuitos da Gang do Eletro, Moraes MV, Mestre Dimmi e do grupo Carimbó Sensacional, além da exibição do filme Boiúna e debates sobre cultura periférica, ancestralidade e narrativas amazônicas, integram a programação do Pré-Motins, evento inédito que acontece no dia 29 de janeiro, na Casa Dourada, no bairro da Cidade Velha, em Belém. Para participar, basta se inscrever gratuitamente pela internet a partir desta segunda-feira (26). Esquenta para o Motins, encontro pan-amazônico que será realizado em março, o Pré-Motins marca a primeira parceria entre o Psica e o Negritudes Globo, iniciativa da Globo voltada à valorização das narrativas negras na cultura brasileira. A programação se organiza a partir de três eixos: ancestralidade, encantarias e tecnologia amazônida, propondo diálogos entre inovação cultural e narrativas do território. Para Jeft Dias, diretor da Psica Produções, o diálogo com o Negritudes acontece de forma orgânica. “O Festival Negritudes Globo tem muitas afinidades com o Festival Psica e com o Motins. Ambos se centram na potência da negritude e da periferia, falam de cultura, criatividade, música e arte. A gente acaba se encontrando porque o Psica, além de ser amazônida, é também um festival preto e periférico, que discute música, gastronomia e cultura a partir dos territórios”, afirma. Segundo Ronald Pessanha, líder do Negritudes Globo, a parceria amplia o alcance das narrativas produzidas na Amazônia. “O Negritudes nasceu com o propósito de dar visibilidade às potências negras que são fonte de inovação, criatividade e tendências da nossa brasilidade. Chegar em Belém, junto com o Psica, nos enche de orgulho e mostra que, somando forças, é possível abrir espaço para os talentos locais e valorizar a riqueza da cultura afro-indígena amazônica”, destaca. Jeft lembra que o Movimento Psica atravessou recentemente um ciclo de reflexões sobre a conexão pan-amazônica, simbolizada pelo ciclo da dourada, peixe que cruza diferentes territórios do bioma - tema das duas últimas edições do festival. “Falamos muito sobre trocas, deslocamentos e encontros entre culturas amazônicas. Agora o foco é entender onde essas conexões nos levaram, quais diálogos se fortaleceram e como isso se reflete na criação artística”, explica o diretor do Psica. Programação A programação começa às 15h, com a exibição do filme Boiúna, inspirado na lenda da cobra-grande e nas relações entre território, memória e ancestralidade. A obra integra o circuito de exibições independentes no Pará e dialoga com imaginários amazônicos contemporâneos. Após a sessão, haverá falas de Tayana Pinheiro e Jhanyffer, artistas e pesquisadoras ligadas ao audiovisual e às narrativas do território. Na sequência, representantes do Festival Psica e do Negritudes Globo apresentam a proposta da parceria inédita entre os dois projetos. A partir das 15h40, o rapper paraense Moraes MV sobe ao palco, com uma performance marcada pela oralidade, pela experiência urbana e pelas referências amazônicas. Às 15h55, o debate sobre amazofuturismo propõe uma conversa sobre estética, encantarias e tecnologias ancestrais da Amazônia, com mediação de Pitel, influenciadora e comunicadora, e participação de Naré, músico e diretor, Andrey Rodrigues, do projeto Caboquisse, que atua com identidade e cultura amazônica, e Bruna Suelen, diretora criativa e escritora. Às 16h45, um segundo debate discute as narrativas do Brasil a partir do território ancestral amazônico e das memórias de povos originários e de matriz africana, reunindo pesquisadoras, artistas e agentes culturais da região. No fim da tarde, a música assume o protagonismo. Às 17h30, a banda Gang do Eletro coloca a pista para ferver ao frenético som do “treme”. A programação encerra às 18h, com Mestre Dimmi e o grupo Carimbó Sensacional, representantes do carimbó, um dos ritmos mais tradicionais do Norte do país, reafirmando a curadoria do evento, que propõe um panorama da multiplicidade sonora da Amazônia, do eletrônico periférico às raízes populares. Motins Ao lado do Psica de Nazaré e do Festival Psica, o Motins integra os três atos que concretizam anualmente o Movimento Psica. O circuito tem como objetivo fortalecer intelectual e tecnicamente o mercado cultural amazônida, conectando artistas, produtores, pesquisadores e agentes da cultura de toda a região por meio de mesas, palestras, rodadas de negócios, mostras de artes e cinema, e shows no Aposta Psica. Negritudes Globo O Negritudes Globo é uma iniciativa que nasce do compromisso de valorizar e ampliar a presença das narrativas negras no centro da cultura brasileira. Por meio de encontros, conteúdos e eventos realizados em diferentes regiões do país, o movimento ocupa territórios, promove conexões locais e cria espaços de visibilidade e troca que reconhecem a potência criativa negra em múltiplas expressões culturais. Programação – Pré-Motins 📍 Casa Dourada – Cidade Velha, Belém 15h – Exibição do filme Boiúna + falas 15h30 – Abertura Psica e Negritudes Globo 15h40 – Moraes MV 15h55 – Debate: Amazofuturismo 16h45 – Debate: Narrativas do Brasil a partir do território amazônico 17h30 – Gang do Eletro 18h – Mestre Dimmi e Carimbó Sensacional Serviço Pré-Motins 📅 Data: 29 de janeiro 📍 Local: Casa Dourada – Rua Dr. Malcher, 15, Cidade Velha, Belém ⏰ Horário: a partir das 15h 🎟️ Entrada: via inscrições gratuitas online: https://www.instagram.com/festivalpsica/