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Amazônia high-tech: Do Pará, duo Uaná System leva show de carimbó eletrônico, sons da mata e arte digital a festival nacional

Do Pará, duo Uaná System leva show de carimbó eletrônico, sons da mata e arte digital Divulgação Carimbó, beats eletrônicos, sons captados na mata e pro...

Amazônia high-tech: Do Pará, duo Uaná System leva show de carimbó eletrônico, sons da mata e arte digital a festival nacional
Amazônia high-tech: Do Pará, duo Uaná System leva show de carimbó eletrônico, sons da mata e arte digital a festival nacional (Foto: Reprodução)

Do Pará, duo Uaná System leva show de carimbó eletrônico, sons da mata e arte digital Divulgação Carimbó, beats eletrônicos, sons captados na mata e projeções operadas ao vivo se encontram no show do Uaná System, projeto criado em Belém pelo produtor musical Waldo Squash, que integrou a formação da Gang do Eletro, e pelo artista multimídia Luan Rodrigues, o Kambô. Depois de anos longe dos palcos, o duo se apresenta nesta sexta-feira (28), no Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, no Flamengo, no Rio de Janeiro. Gratuito, o show abre o Festival Brasilidades & Futuros Música. A apresentação marca o retorno do Uaná System aos palcos e será a primeira desde o lançamento de Carimbohton, álbum que reuniu o duo a mestres e mestras do carimbó. No Rio, o público vai encontrar um espetáculo construído para ser visto e ouvido ao mesmo tempo: Waldo conduz a produção musical, enquanto Luan cria e opera, em tempo real, imagens que respondem ao ritmo, às texturas e aos movimentos da música. DJ Waldo Squash se apresenta neste sábado Divulgação O repertório atravessa cerca de dez anos de criação, com faixas já lançadas, composições experimentais ainda inéditas e uma abertura instrumental construída a partir de sons captados na mata. A apresentação também estreia novas imagens e técnicas visuais desenvolvidas por Luan para o projeto. “É uma estreia para nós depois do lançamento do primeiro álbum, feito em parceria com mestres e mestras do carimbó. Será nossa primeira apresentação com novas imagens e técnicas visuais desenvolvidas pelo meu parceiro Luan Rodrigues. Além das faixas já lançadas, o show reúne um resumo de toda a nossa trajetória, com músicas experimentais que ainda nem foram lançadas. Apesar de toda essa estética sonora amazônica, é um show bastante rítmico e dançante”, afirma Waldo. Criado em 2013, em Belém, o Uaná System nasceu do encontro entre as pesquisas dos dois artistas e coloca som e imagem no mesmo plano. Em 2022, o duo lançou Carimbohton, primeiro álbum do projeto, com oito faixas. Selecionado pelo Natura Musical por meio da Lei Semear, o trabalho incluiu também clipes e uma plataforma digital. A pesquisa aproxima o carimbó de células eletrônicas contemporâneas sem retirar o ritmo de seu território de criação e de sua relação com mestres e grupos paraenses. A chegada ao Rio coloca essa produção diante de outros circuitos e públicos. No Uaná, a Amazônia não aparece apenas como tema ou cenário: sons, ritmos, imagens, movimentos e referências construídas no território amazônico determinam a própria linguagem da obra. “A linguagem visual do Uaná System nasce de uma releitura das visualidades do cotidiano amazônico, principalmente da música e de toda a cadeia que envolve as manifestações musicais tradicionais paraenses. Isso passa pela dança, pelas texturas, pelos movimentos e pelas cores, dentro de um processo que busca produzir uma sensação de sinestesia. Procuramos programar os visuais da maneira mais sincronizada possível para que o público se sinta parte do processo e dessa Amazônia retrabalhada e reconfigurada”, explica Luan Rodrigues. Da Gang do Eletro ao remix para Pet Shop Boys A trajetória de Waldo Squash ajuda a situar uma das vertentes que desembocam no Uaná System. O produtor integrou a formação da Gang do Eletro e assinou a produção, a mixagem e a masterização do primeiro álbum da banda, lançado em 2013. Também produziu um remix de “Memory of the Future”, do Pet Shop Boys, incluído no lançamento oficial do single, e participou da coletânea alemã Daniel Haaksman Presents Tecno Brega, com as faixas “Bass Melody” e “Melo do Dedo”. No Uaná System, essa experiência com a música eletrônica se encontra com referências que atravessam o carimbó, o funk carioca, a música de pista e sonoridades registradas na floresta. “Durante toda a minha vida fui apaixonado por música eletrônica e já imaginava misturar os beats das pistas de dança com elementos da nossa região. Hoje, com a trajetória, a experiência e as parcerias que construí, consegui realizar esse desejo e produzir um mix que aproxima Benny Benassi e Mestre Damasceno, funk carioca e Grupo Manga Verde, Kraftwerk e sons da mata. Essas são algumas das referências que inspiram o que o público vai encontrar no show”, diz Waldo. Natural de Cametá e também conhecido profissionalmente como Kambô, Luan Rodrigues articula pintura, muralismo, animação, videomapping e realidade aumentada. No duo, ferramentas analógicas e digitais servem a uma pesquisa sobre as camadas de informação, memória e estímulo presentes na vida amazônica. “Na minha leitura, o Uaná System é como um glitch, um erro de programação dentro desse banco de informações que é a Amazônia, talvez o maior banco de dados do universo. O desafio é sintetizar esses estímulos de 360 graus em um recorte no qual luz, visual e som estejam interligados. É brincar de falar do tradicional usando ferramentas e visualidades contemporâneas”, define Luan. O show do Uaná System abre o Festival Brasilidades & Futuros Música e integra a inauguração do Programa Artístico 2026/2027 do Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia. A programação reunirá produções das cinco regiões brasileiras e de 12 estados até abril de 2027. ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Agora no g1 Leia todas as notícias do estado no g1 Pará